12 de dezembro de 2007

Programa Computador Para Todos

O governo federal vai lançar uma campanha publicitária em dezembro para tentar impulsionar até antes do Natal o Programa Computador Para Todos. Até agora, o programa, que combina incentivos fiscais aos produtores de micros com financiamentos mais baratos para os compradores, ainda engatinha: apenas 38 pessoas tinham se cadastrado até ontem para ter acesso às taxas de juros mais baixas, de pelo menos 17 milhões que poderiam tê-las.
Os incentivos estão previstos na lei aprovada pelo Congresso a partir da chamada "MP do Bem". Pelos próximos quatro anos e meio, as empresas terão isenção de PIS/Cofins para as máquinas que custem até R$ 1.400 e tenham as configurações impostas pelo governo, como software livre (Linux). Os computadores com custo até R$ 2.500 e de qualquer configuração também são beneficiados. O incentivo fiscal baixa o preço dos micros em até 10%.
O acesso ao financiamento mal saiu do papel. Há duas linhas, uma para clientes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal e outra para o público geral.
A Caixa, que lançou o programa no dia 7, recebeu só 18 propostas. O Banco do Brasil, com a linha aberta desde o dia 1º, recebeu 20. Os dois bancos têm 17 milhões de clientes com o crédito pré-aprovado. As taxas de juro são de 2% ao mês (contra mais de 5% no mercado), com prazo de até 24 meses.
Quando o programa foi lançado, há alguns meses, a expectativa do governo era dobrar o número de computadores de mesa vendidos no país, de 1 milhão para 2 milhões. O assessor especial da Presidência César Alvarez disse esperar que a meta seja cumprida.
Segundo ele, as vendas de micros já cresceram desde que os incentivos começaram a valer, em julho. Ainda não há números disponíveis sobre esse aumento nem sobre o valor da campanha. De acordo com Alvarez, será "de médio porte", com enfoque nas rádios.

Fonte: Google

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