24 de novembro de 2007

Aí vem ela...


No dia 02 de dezembro de 2007 inicia-se no Brasil as transmissões da TV Digital.
Essa nova tecnologia de transmissão de sinais de televisão, além de uma melhor qualidade de imagem e som proporciona ao telespectador muitos outros benefícios, como a alta definição (ou HDTV), que fará com que os programas sejam transmitidos com uma maior nitidez e em formato de cinema, além de criar a possibilidade de se assistir tv dentro veículos (como carros, ônibus, barcos, etc.) em movimento sem que as imagens ou som falhe.
Mas não é somente a qualidade de imagem que faz da Tv digital um grande avanço, o sinal digital desenvolverá uma multiplicidade de canais, ou seja, mais canais poderão ser transmitidos na mesma faixa de freqüência, e até mesmo mais programas poderão ser exibidos simultaneamente em uma mesma emissora.
Se você acha que já está convencido de que a TV Digital é realmente uma tecnologia revolucionária, espere pelo maior de todos os benefícios trazidos por ela: a possibilidade de INTERATIVIDADE. Isso mesmo! O telespectador deixará de ser meramente um receptor passivo e terá literalmente o poder em suas mãos, pois através do controle remoto ele terá informações sobre a programação, poderá votar em enquetes, participar de games, e até COMPRAR pela TV, caso o conversor digital (set top box) ou televisão integrada esteja interligada a uma rede de telecomunicações.
A principal vitrine da publicidade brasileira está sofrendo mudanças. E isso é bom ou ruim? Eis a questão. As emissoras de tv acreditam que a multiplicidade de canais inviabilizaria a tv aberta e gratuita baseada em anúncios. Para os anunciantes toda essa mudança desenvolveriam novas e promissoras ferramentas de trabalho.
A publicidade terá que se adaptar a essa linguagem digital, que instala mudanças, como a possibilidade do telespectador pular os intervalos comerciais. Nesse caso, creio que a maior arma da publicidade, além da criatividade, será o marketing indireto e a duvidosa, mas inevitável abordagem dos pop-ups. Além da possibilidade de optar por não assistir os comerciais, o telespectador poderá montar sua grade de programação, assim o anunciante não compraria mais, portanto, uma inserção por horário, mas por programa, atingindo um público cada vez mais segmentado. Cotas publicitárias seriam desenvolvidas e destinariam a um número específico de telespectadores, cada vez que o anúncio fosse assistido, um valor seria pago pelo anunciante, e ao término da cota, outro anuncio seria exibido no lugar.
Mudanças radicais estão por vir, e será necessário que as agências estejam atentas à essas mudanças. Mas enquanto a Tv Digital não chega, cabe à publicidade brasileira dar uma definição a todo esse avanço tecnológico: desafio ou oportunidade?
Fontes:

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