29 de outubro de 2007

Será o fim do outdoor?


Em 26 de setembro de 2006, entrou em vigor na cidade de São Paulo a lei municipal sobre a ordenação dos elementos que compõem a paisagem urbana do município. Esta lei determina a extinção de outdoors, cartazes, banners, empenas, lambe-lambes, painéis eletrônicos, enfim, praticamente todo o tipo de mídia exterior. Só será permitido propagandas em mobiliários públicos como bancos de praça e pontos de ônibus.

A lei que criou o projeto "Cidade Limpa", tem como finalidade combater a poluição visual. Mas será o maior responsável por esta poluição realmente a mídia externa?

São os outdoors que poluem?

Ou são as paredes mal pintadas e pichadas, o lixo não coletado, os inúmeros grupos de mendigos deitados nas calçadas, as praças em péssimo estado de conservação... ???

Esta questão vem rendendo muita polêmica, e com razão, pois o futuro da publicidade brasileira certamente será afetado por leis como essa que interferem no exercício desta profissão.


Fontes: http://www.leismunicipais.com.br/cgi-local/forpgs/showinglaw.pl


http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2007/03/30/ult4469u1083.jhtm

Um comentário:

Anônimo disse...

Os outdoors não são os únicos responsáveis pela poluição visual como pode ser comprovado em muitas cidades do país. Mas isto não significa que o outdoor não tenha uma parcela de culpa. Há muitos outdoors e outras formas de mídias irregulares na vida urbana de cada cidade. O grande problema é o crescimento exagerado das metrópoles, as quais não conseguem controlar a ordenação da paisagem nas cidades.
O mercado publicitário perde muito com o fim desta mídia! Mas por outro lado a cidade ganha um pouco mais de limpeza na paisagem.
A verdade mesmo é que antes dos governos procurarem limpar a sujeira irregular dos anúncios publicitários, deveria primeiro limpar a criminalidade das ruas, investirem em educação urbana e procurar novas possibilidades para a propagação dos outdoors.